SONHOS


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Desenhos feitos a partir de sonhos que foram estudados em sessões de arteterapia, com respaldo na psicologia analítica de Carl G. Jung.

sonho 1

Estou no meio de uma floresta para pegar uma cobra. ela deve ter o maior tamanho possível. Chego a uma clareira onde há um grande tanque com água esverdeada. Penso: aqui dentro deve haver cobras, vou entrar para ver. Coloco as botas de borracha, daquelas usadas por pescadores, que chegam até a cintura e entro no tanque por uma rampa. Não é muito fundo, ando com água pelo meio do peito. Em um canto há um casulo de uma imensa aranha branca. Ela não se abala com minha presença. De repente, sinto um movimento na água, é uma grande cobra negra que se aproxima. Em um momento ela está junto a mim e abocanha meu pé esquerdo. Sinto uma dor terrível e posso sentir ela se esforçando em tentar me engolir. Por um instante, paro, penso e pondo a mão no bolso de trás da calça pego uma seringa contendo anestésico. Me viro e o aplico na cobra que fica desacordada. Saio do tanque com a cobra na mão esquerda, erguida.



sonho 2

Sigo a pé por uma estrada de terra, quando chego a uma bifurcação. Coçando a cabeça, penso: e agora? Que caminho tomar? Nesse momento escuto uma voz: - siga a garota com um laço vermelho no cabelo. Olho, e ao longe posso ver uma garota de longos cabelos loiros com um grande laço de fita vermelho, caminhando pelo caminho da direita. Grito para que ela me espere e saio correndo para alcançá-la.


sonho 3

Estou em uma campina ao anoitecer e acendo o fogo em uma lareira. Escuto, então, uma voz atrás de mim questionando: - porque você fez primeiro a lareira, se há coisas mais importantes como as paredes, o teto? Eu respondo: - no fogo tenho calor, luz e posso preparar minha comida.


sonho 4

Acordo. Estou deitado em uma mesa de mármore, nu, coberto com um lençol branco. A mesa fica no meio de um pequeno quarto, cuja iluminação vem de uma pequena janela que dá para um quintal. Levanto, me enrolo no lençol e saio. Ando e encontro uma pequena piscina de água muito pura e cristalina. Dentro dela há dois cachorros de pelagem branca e preta. Brinco com os cachorros que ficam alegres em me ver. Continuo a andar procurando por alguma pessoa.


sonho 5

Estou deitado no divã de uma psiquiatra. Entra pela porta do consultório meu cachorro, morto há muitos anos, que alegre pulou em cima de mim, me lambeu e de um salto correu porta afora. Surpreso, olhei para o armário, do outro lado da sala, Levantei, fui até ele e abri as portas. Encontro um aquário com tartarugas e peixes. Penso: como cresceram esses bichos.


sonho 6

É noite e no céu escuro muitas estrelas brilham, na terra vê-se luzes nas casas.
Estou acompanhado por meu pai em uma cidade da Índia. Estamos em um restaurante muito chic e elegante. Ao sairmos dele, nos encontramos em um terraço que dá para a parte baixa da cidade. Ao nos dirigirmos para uma escada, meu pai apontando para um minarete encimado por uma lua crescente, fala: - lá encontraremos nossos amigos.


sonho 7

Saio da casa de meu avô, cruzo a rua e entro na casa em frente. Retiro muitas coisas minhas e as coloco no jardim, para depois levá-las embora. Na casa quase vazia encontro um alçapão no chão, e ao abri-lo, me deparo com uma grande sala subterrânea onde parecia haver um laboratório de química, com seus apetrechos empoeirados e escurecidos pelo tempo. Desço, e andando por entre as bancadas encontro uma corrente que sai de um grande tubo que mergulha no chão.Puxo a corrente e uma tampa se abre, do tubo sai uma japonesa com um facão na mão e me ameaça. Tomo o facão das mãos dela e o amasso como se fosse uma folha de papel. Pego a moça pelo braço e me dirijo para uma sala toda branca, onde à volta de uma grande mesa estão sentadas várias pessoas. Faço a moça sentar, jogo o facão amassado sobre a mesa e, dando um murro na mesa, falo: - muito bem, saibam vocês todos, de uma vez por todas: vocês podem fazer o que quiserem, mas, quem manda aqui sou EU.


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